Geodésica

Estrutura em formato geodésico é resultado de pesquisa experimental

A palavra de ordem é inovação. O projeto da Geodésica foi pensado para atender a necessidade de ter um espaço que pudesse comportar cerca de 90 pessoas. Para isso, foi feito um estudo com o objetivo de identificar qual seria a melhor estrutura a ser erguida para suprir a demanda. E chegou-se à conclusão de que uma geodésica seria a forma construtiva mais leve que existe, além de ela se autoestruturar. Seu formato foi patenteado e popularizado na década de 50, pelo alemão Richard Fuller.

A geodésica do Iteva foi produzida em fibra de vidro e construída pela equipe de projetos especiais da instituição, que estudaram todo o processo de construção e desenvolveram a tecnologia para encontrar a solução mais prática. Para a equipe entender a geometria e a estrutura do processo de trabalho foi feita uma maquete com tubos de papel de jornal, como experimento.

O modelo construtivo da geodésica do Iteva, com abas dobradas emendando-as uma a outra, é pioneiro no Ceará. Todo o processo de construção foi garantido por meio de experimentos e sua montagem foi bem complexa, com isolamentos e revestimentos que garantem seu perfeito funcionamento. A geodésica conta com uma estrutura de ferro flutuante na parte superior, presa a cabos de aço, onde estão instalados os pontos de iluminação, ventilação, som, projetores, e todo o material necessário para o desenvolvimento das ações no espaço.

O principal foco de utilização da estrutura foi para atender as demandas do projeto Cientista do Futuro - CDF, com atividades desenvolvidas para as crianças. Todavia, também é utilizada como auditório, atendendo as demandas do Instituto. O espaço é adaptado de acordo com a ação prevista e conta com tatames, que são espalhados pelo chão quando necessário, e, cadeiras coloridas de plástico, para outras ocasiões. A Geodésica é uma estrutura grande, confortável e barata. Uma segunda geodésica será construída próximo ano e acolherá o estúdio de áudio e vídeo.