Eólica

O Iteva, já em 1999, trabalhava com energias alternativas fazendo pesquisas com aerogeradores de grande e pequeno portes para geração de energia, além de pesquisa para bombeamento de água com rotor eólico Savonius, sistema pneumático em cata-vento. Durante esse período, desenvolveu um sistema de acionamento hidráulico para bombeamento d’água por cata-ventos e o desenvolvimento do rotor eólico de eixo vertical com defletores direcionadores.

A energia eólica para bombeamento de água e mini geradores de energia para pequeno porte foi mais uma das pesquisas desenvolvidas pelo coordenador geral do Iteva, Fábio Beneduce, que contribuiu para a implantação do primeiro parque eólico do Ceará, em Aquiraz, por meio de estudos de viabilidade para aplicar a energia. Esse tipo de energia é produzida a partir da força dos ventos e é gerada por meio de aerogeradores. Neles, o vento é captado por hélices ligadas a uma turbina que aciona um gerador elétrico. É uma energia abundante, renovável e limpa.

Embora pareça nova, a energia eólica é usada há mais de 3 mil anos. Antigamente, ela era utilizada por meio dos moinhos, que serviam para bombear ou drenar água, moer grãos e outras atividades que dependiam de força mecânica. Ao longo do tempo, passaram a utilizar a força dos ventos não só para gerar força mecânica, mas também energia elétrica. Com o avanço tecnológico, os aerogeradores se tornaram aptos a gerar uma quantidade maior de energia, até que surgiram as primeiras usinas eólicas.

O crescimento da fonte eólica no Brasil tem sido expressivo, mas se analisarmos seu potencial, ainda temos muito a explorar. Segundo estudos da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Brasil tem potencial de 300GW de geração eólica, o que corresponde a 2,2 vezes a matriz elétrica brasileira.