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ARTIGOS

Tecnologia social agora tem sua versão 2.0

O mundo sempre esteve e sempre estará em constante mudança. Os negócios, as tecnologias, os sistemas e até mesmo os seres vivos não param de se transformar. E este milênio principia com um turbilhão de informações, fomentando a rápida sobreposição de conhecimentos que alimentam as fornalhas da inovação.

Assim como nos negócios que buscam o lucro, o terceiro setor está inovando e, em alguns casos, revolucionando com projetos cada vez mais criativos e com gestões mais eficazes. Ainda não é uma regra, mas podemos notar que algumas ONGs começam a empreender novos conceitos.

Neste setor não existe uma fórmula matemática definida para o sucesso. As variantes são muitas: ideia inovadora, responsabilidade social empresarial, austeridade na gestão, voluntariado, idealismo, público-alvo motivado, etc. As operações de multiplicação e soma destas variantes e seus parêntesis acontecem de diversas formas, mas o fator exponencial é o "trabalho conjunto" que fecha o colchete desta expressão.

A responsabilidade social está evoluindo, e algumas empresas não estão apenas destinando recursos através de incentivos fiscais. Vemos hoje, por parte de lideranças destas empresas, o acompanhamento mais estreito do desenvolvimento da iniciativa apoiada. O Projeto MídiaCOM é um exemplo claro, e muito do sucesso se deve ao envolvimento de altos executivos da Endesa Brasil e da Coelce que opinam e sugerem ideias. Naturalmente que a palavra final e as responsabilidades são dos dirigentes do Iteva, entretanto a visão destes homens de negócio está sendo fator preponderante para balizarmos as nossas ações.

A inovação, por si só, não fomenta o progresso de projetos sociais, o aprovisionamento de recursos financeiros para a tocada é imprescindível. Na maioria dos casos os projetos sociais captam seus proventos através de subvenções governamentais e junto às empresas, via leis de incentivo para destinação de parte do IR. Neste último caso, captar recursos nas regiões Norte e Nordeste é dificílimo, pois não é onde se concentram as empresas que tem capacidade contributiva, e, como mais um percalço, grande parte das empresas recebem incentivos com redução de IR, diminuindo sobremaneira as possibilidades.

No caso do MídiaCOM, a solução foi congregar a ação formativa de jovens com um processo produtivo de bens e serviços, gerando boa parte do caixa necessário. Esta proposta, além da renda e de permitir ao jovem aluno vivenciar o mundo dos negócios, diminui a dependência de recursos externos. Mas, isso só tem seu mérito quando o "negócio social" oferece produtos e serviços com qualidade e competitividade, caso contrário a contratação seria assistencialista, e o futuro do projeto estaria em risco.

Em seis anos o Projeto MídiaCOM vem evoluindo baseado em ideias inovadoras, no conteúdo consistente e nas parcerias comprometidas. As novas parcerias que estão sendo costuradas sinalizam para a contínua evolução e a disseminação deste modelo educacional e produtivo, que tem trazido resultados consistentes, e hoje está se tornando uma referência.

Fonte: Revista do Iteva 2010


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